Morocco planning

A friend who is going to Morocco soon asked me to make a plan for an 8-day road trip with departure and arrival in Tangier. I thoug to share this. It's one of many possible itineraries as 8 days is not enough to visit the entire country. One requirement was to visit the Sahara so I had to skip places like Agadir and Essaouira that I love. I also decided to skip the westernized Rabat and Casablanca. Just not enough time. Also, some roads, especially in the South, are really bad so I took that into consideration and avoided night driving in the south except around Marrakesh. Here it is. Day 1 – Tangier, Chefchaouen, Fez (350km) am - Tangier 11am – Leave Tangier 1pm – Arrive in Chefchaouen 5pm – Leave Chefchaouen 8pm – Arrive in Fez Day 2 – Fez Day 3 – Fez, Merzouga (500km) 8am – Leave Fez 4pm – Arrive in Merzouga Day 4 – Erg Chebbi (Sahara Desert) (Sleep in Erfoud) Day 5 – Erfoud, Zagora (250km) 8am – Leave Erfoud 3pm – Arrive in Zagora Day 6 – Drâa Valley: Zagora, Ouarzazate, Marrakesh (380km) 8am – Leave Zagora 8pm – Arrive in Marrakesh (Visit Agdz, Ait Benhaddou Kasbah, Tizin Tichka Pass) Day 7 – Marrakesh Day 8 – Marrakesh, Tangier, Ferry (600km) 8am – Leave Marrakesh 6pm – Arrive in Tangier

Napa on a long weekend

I just came back from Napa and had an amazing time. Really interesting wineries and wines, and three very relaxing days. Our goal was to get a taste of Napa wines and at the same time to see more interesting wine-making techniques. If your goal is wine tasting then you'll be able to visit a lot more wineries than we did. We took our time to talk to the wine makers and owners and to relax and have long meals. I will post more details and pictures of this trip in the next few days. Day 1 Drive from San Francisco to Napa Lunch at Taylor's Turnbull Winery (great photo collection) Dinner at Brix Restaurant Day 2 Brunch at Bouchon Bakery in Yountville Pride Mountain Vineyards Porter Family Winery Dinner at BarbeQ Day 3 Rombauer Vineyards Viader Winery Late picnic lunch at Dean & Deluca in St Helena Drive back to San Francisco

E ao 18º dia, Nova Zelândia

Os 3 resistentes em Queenstown
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E o 4º fiel companheiro de viagem, Kangurulo
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Panorâmica de Queenstown ao atardecer
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Ao 18º dia por terras meridionais eis que chegou o momento de tocar solo neozelandês. Com o grupo reduzido a 3 resistentes e um 4º adoptivo, saímos às 7 da manhã de Sydney para 3h depois aterrar em Auckland. Não houve tempo para cheirar a cidade já que fomos imediatamente para o terminal de voos domésticos apanhar o avião para Queenstown.

A aterragem em Queenstown foi dos momentos mais assustadores que já tive a bordo de um avião, e isso que adoro viajar de avião e já tive alguns sustos. Mas um Boeing 737 a aterrar entre duas paredes de 2000 metros, a balançar violentamente por causa dos ventos cruzados e a dar solavancos de vários metros por culpa dos poços de ar, confesso que é obra.

O que importa é que aterrámos e a partir daí esperavam-nos 2500km de road trip desde Queenstown na ilha sul até Auckland na ilha norte.

Destino Austrália - Dias 13 e 14 - Blue Mountains

Mirando as Blue Mountains
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Alinhados para o grande rapel de 30 metros
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Prontos para um salto de 7 metros?
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Interrompemos a nossa estadia em Sydney para, durante dois dias, irmos até às Blue Mountains, a 4 horas da cidade, e explorar as gargantas dos rios daquele parque natural da melhor forma possível: cannyoning. Ou seja, corpinho na água e toda a navegar rio abaixo como for. E como foi! Saltos de 7 e 8 metros para buracos negros – confiança nos guias –, slaloms naturais que batem qualquer parque aquático, braçadas por meio de gargantas escuras com as teias de aranha ameaçadoras a passar ao nosso lado, e uma descida em rapel de uma cascata de 30 metros que foi a cereja em cima do bolo. Em dois dias exploramos 3 rios e não foram mais porque não houve mais tempo.

Destino Austrália - Dias 11, 12 e 15 a 17 - Sydney

Subindo ao arco da Harbour Bridge
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Velejando por Sydney
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Conhecendo a noite da cidade
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Darling Harbour
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Concerto na Opera House
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Sydney é a capital de facto da Austrália, a maior cidade do país, cosmopolita e viva, com restaurantes de primeira água e uma noite vibrante. Como se fosse pouco, tem praia, e boa, e um porto lindíssimo e enorme que envolve a cidade.

Visitámos Sydney em duas rondas. A primeira foi para fazer o plano tipicamente turístico. Subimos ao grande arco da ponte mais emblemática da cidade para daí ver as vistas sobre o centro e a baía, passeámos pela linha de praias para ver as falésias e a arquitectura mediterrânica, vimos a Opera House e as várias docas.

Entre a primeira e a segunda ronda em Sydney fomos às Blue Mountains e na segunda visita escolhemos planos menos turístico. Fizemos o plano nocturno e conhecemos as melhores discotecas da cidade, óptimas por sinal, fomos ao bairro dos bordéis e das prostitutas, frequentámos a noite a fora de horas, as discotecas da moda e as manias da cidade – ténis tudo bem mas com camisa, algo com gola. Fizemos também o plano gastronómico, que incluiu um manjar de deuses no Rockpool, o restaurante de Neil Perry, um dos mais famosos chefs australianos, mas que também passou por pub food, churrasco e outros petiscos típicos australianos. Ainda fizemos o plano desportivo, que foi desde as caminhadas por Bondi Beach, às braçadas no mar e à vela pelo porto de Sydney. Não nos esquecemos do plano cultural, e fomos a um bom concerto de Beethoven e Bartok com a Sinfónica de Sydney na famosa Opera House.

Comop podem ver, Sydney é uma cidade muito completa. Mais uma a juntar às cidades onde poderia viver.

Destino Austrália - Dias 9-10 - Melbourne

Flinders Street Station
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Vitrina em Fitzroy
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E mais uma...
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Xadrez gigante na rua
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E mais um cartaz de celebração
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St. Kilda Beach
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O trio quando começámos a prova de vinhos
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E o mesmo trio no Longrain
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Melbourne fica no sul da Austrália, a 4 horas de voo de Port Douglas. O objectivo era passar o fim de semana por Melbourne e, se as coisas corressem bem, tentar voltar no seguinte para ver a corrida de F1.


Daquilo que vi em Melbourne, o que mais me impressionou foi a importância que a cidade dá ao desporto: estádios sem conta, espaços para correr, faixas para bicicletas, programas de incentivo ao desporto. E os efeitos são visíveis na fauna local, a qual felizmente para nada reflecte os genes britânicos de onde supostamente vêm.

Na primeira noite em Melbourne fomos à engagement party de uns amigos locais, festa rija que acabou, como sempre, com o pessoal a cantar na rua e a comer porcaria às tantas da manhã.

Domingo começou com um brunch de combate à ressaca e passeio pelos bairros mais pitorescos de Melbourne - Fitzroy, Saint Kilda. A cidade tem personalidade e isso agrada-me.

Por volta das 18h resolvemos fazer uma pausa em frente à praia para tomar um copo de vinho antes dum último passeio pela praia e do jantar. Mas nem sempre as coisas correm conforme o planeado e o petisco que pedimos com o copo atrasou-se, pedimos entretanto um segundo copo para ajudar à espera e copo puxa copo acabámos num estado lastimável 3 horas depois.

O jantar no Longrain, um tailandês no centro da cidade, foi fantástico e a noite seria também se não estivemos já KO.

Destino Austrália - Dias 5-8 - Port Douglas

A piscina da Villa Empat Puluh Dua
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Um simpático e sorridente crocodilo
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O Marvin com a malta
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Dois cangurus a fazer indecências
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Port Douglas fica no topo nordeste da Austrália, região tropical com temperaturas amenas durante todo o ano. Quando aterrámos em Cairns pudemos comprovar a isso mesmo: humidade, calor e as gotas de suor a querer escorrer pela testa.


A casa que alugámos em Port Douglas foi um ícone da nossa viagem, unanimemente considerada a melhor casa em que qualquer um de nós alguma vez esteve. A Villa Empat Puluh Dua, situada numa encosta no meio de densa vegetação, tinha todas as divisões abertas para o mar, incluindo os 9 quartos, casas de banho e as várias salas de jantar e estar. A piscina, que mais parecia um lago natural, também ela mirava a baía de Port Douglas. Naturalmente que aproveitámos a casa para cozinhar uma churrascada e usar intensivamente a piscina, já que era época de moreias na costa de Port Douglas e os banhos estavam restringidos a uma pequena zona protegida por redes.

Mas Port Douglas é conhecido por uma razão: a grande barreira de coral. E para lá fomos no primeiro dia. 3 mergulhos deram para ver de tudo: coral de mil cores, Nemos com fartura, tubarões, e peixes extremamente amigáveis.

Em Port Douglas também aproveitámos para fazer uma visita à região mais remota de floresta tropical e observar de perto os tão famosos crocodilos australianos. Como dizia o nosso guia, devíamos ter menos medo dos tubarões e crocodilos, que em média são responsáveis por 2-3 acidentes por ano, quase sempre gente incauta. Por outro lado, há cerca de 5 mortes por ano por mordedura de cobras e cerca de 50 por picadas de aranha. Carai! Cuidado com as teias!

A estadia por este canto deu ainda para ver e alimentar cangurus, papagaios e koalas. Muito produtivo!

Destino Austrália - Dias 1-4 - Byron Bay

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Depois de 26 horas de voo a chegada a Ballina, o aeroporto que serve de base a Byron Bay, foi um alívio. E mais se tivermos em conta que saí de Boston com neve na rua e temperaturas negativas para aterrar com sol e a 35 graus.

Byron Bay é um paraíso de surfistas e hippies entre Brisbane e Sydney. O melhor deste lugar é que ninguém parece importar-se com a aparência, raça ou discurso dos que o rodeiam. Cidade sem preconceitos onde cada um se mete na sua vida. Gosto disso.

Os dias passados em Byron Bay serviram para tirar a fome de praia e mar com ondas espectaculares e a água à temperatura ideal. Também deram para vermos cair uma tempestade tropical como há muito não via e aproveitamos as condições da casa que alugámos para fazer um churrasco na piscina e provar pela primeira vez salsichas de canguru. Nada de especial.

Regresso a Boston

Depois de 24 dias passados na Oceânia, eis-me de regresso à chuvosa e fresca cidade de Boston. Longe vão os dias de sol e calor de Byron Bay e as noites de folia em Sydney.

Para abrir o apetite, aqui fica o itinerário desses dias e as fotos da viagem.

13-16.Mar – Byron Bay, Surfer’s Paradise, Goald Coast
17-20.Mar – Port Douglas, Grande Barreira de Coral, Rainforest
21-22.Mar – Melbourne
23-24.Mar – Sydney, Bridge Climb, Vela no Porto de Sydney
25-26.Mar – Cannyoning nas Blue Mountains
27-28.Mar – Regresso a Sydney, Bondi Beach
29.Mar – Partida para a Nova Zelândia, Aterragem assustadora em Queenstown
30.Mar – Início do road trip pela Nova Zelândia, Te Anau, Milford Sound
31.Mar – Glaciar Franz Joseph, Arthur’s Pass, Christchurch
1.Abr – Christchurch, Kaikoura e as baleias invisíveis, Blenheim
2.Abr – Passeio vinícola em Marlborough, Picton, Ferry para a ilha norte, Wellington
3.Abr – Rafting em Rotorua, spa nas águas volcânicas e mal cheirosas do Lago Rotorua
4.Abr – Descida às cavernas de Waitomo, rafting e slide subterrâneos, Auckland
5.Abr – Auckland, Bungy Jumping na Harbour Bridge

De férias no Brasil – Dia 6 – Lençóis Maranhenses

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A visão avassaladora dos Lençóis

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E a escala da nossa pequenez no meio das dunas

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Onde se meteu o guia?

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O aviãozeco que nos levou a sobrevoar os Lençóis

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E a vista aérea. Imensidão, lagos perfeitamente desenhados e dunas a perder de vista

Nunca me esqueço da minha primeira impressão de Paris ser avassaladora. Eu era pequeno e viajei para Paris com os meus pais. Já tinha visto dezenas de fotos da torre Eiffel e sabia que era grande mas quando cheguei aos seus pés e olhei para cima lembro-me de ficar a pensar que aquilo era hiperbolicamente monstruoso, de uma dimensão que eu jamais pudera imaginar. Claro que depois de lá viver e subir 7 vezes em 6 meses à dita torre aquilo já me parecia mais uma repartição das finanças na qual a minha única preocupação era saber se a fila de espera era grande ou pequena.

Vem isto a propósito dos Lençóis Maranhenses, o meu destino após o Rio. Eu já tinha visto centenas de fotos, lido e ouvido dezenas de testemunhos sobre as maravilhas deste lugar mas nada me tinha preparado para a imensidão deste deserto molhado. Mas comecemos pelo princípio.

O despertador tocou às 5h30 e parecia que tínhamos dormido 20h tal era a vontade de sair para os Lençóis. Sabíamos, graças à noitada do dia anterior, que o sol nascia às 5h30 e por isso quisemos sair para o Parque quanto antes, até porque o calor e os turistas começariam a apertar a partir das 10h. Às 6h o nosso guia estava à porta da pousada e lá partimos.

O caminho até ao Parque dos Lençóis já não tinha novidade, mais trilho de dunas e areia mole. O carro parou e parecia então que tínhamos chegado à porta dos Lençóis. Sai do carro e sentimos uma brisa fresca. Óptimo para caminhar. Subimos a primeira duna e ‘Ohhhhhhhhhh!!’. A primeira imagem com que nos deparamos do cimo da duna é impressionante. O deserto. Até onde a nossa vista alcança só se vêem dunas de uma areia imaculadamente branca. Só que, em vez do deserto normal, este tem lagos de uma água verde cristalina. O exotismo é extremo. O que acontece neste deserto é que entre Abril e Junho vem a época de chuvas. Nessa altura as depressões criadas pelas dunas acumulam água, que por sua vez desenvolve algas que tornam a água verde. Julho e Agosto é por isso a melhor época para visitar o parque já que o nível de água está no topo e o tempo é seco e quente, tal como no deserto. Tirando as lagoas, tudo o mais é como o deserto. Areia, areia, mais areia, dois oásis onde vivem 10 famílias e vento. Nada me tinha preparado para aquilo. Calamo-nos. Tentamos captar os sons. Nada. O silêncio mais absoluto.

O nosso guia insistia em tirar cada foto de todos os ângulos possíveis e nós em que ele fosse embora. Finalmente ele lá foi e nós pudemos apreciar a tranquilidade do deserto a sós. Mas o tempo urgia e fomos a correr para o aeródromo de Barreirinhas onde nos esperava um avãozeco que nos iria levar a sobrevoar as dunas. Do ar a impressão não muda. Imensidão, beleza exótica, avassaladora. As fotos que tirámos não fazem juz à paisagem.

Deixar Barreirinhas custou porque merecia algum tempo mais para apreciar todas as belezas das dunas, do Rio Preguiças, das encantadoras aldeias. Talvez numa próxima vez...