Inglourious Basterds by Quentin Tarantino
Depois de 2h30 de filme e mais outra hora de reflexão acho que posso dizer que Inglourious Basterds, o mais recente filme de Quentin Tarantino, é para mim a sua obra prima. Melhor que Reservoir Dogs, melhor que Pulp Fiction. Vamos por partes. Para mim Reservoir Dogs vale essencialmente pelo guião e pela inesperada (na altura) explosão de violência, um estilo que me surpreendeu quando o vi pela primeira vez. Pulp Fiction vale pelas personagens e pela montagem, um estilo narrativo inovador que depois vi copiado noutros filmes (Amores Perros, por exemplo).
Inglourious Basterds tem para mim uma personagem estelar - o poliglota Col. Hans Landa, o Jew Hunter, interpretado por Christoph Waltz. A forma como saboreia cada palavra que pronuncia, o prazer do diálogo e o desenlace que dá à história do filme são simplesmente geniais. O Lt. Aldo Raine (Brad Pitt) faz a ponte entre o lado gore do filme e o lado mais cómico, é um escape na maioria das vezes.
Mas o filme tem uma história, e muito boa por sinal. Uma história que recria a própria História e que nesse sentido representa uma bem-vinda originalidade. A realização tem pormenores de grande mestria, como o cigarro a voar para as películas ou alguns dos planos durante os diálogos do Col. Hans Landa. A ver, sem dúvida.